sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Indescente.


Lanço-te uma proposta indescente. Nem finge não querer.
E é bom não bancar a "dificil"... isso me faria desistir.
Pois hoje, eu quero presa fácil que não precise de muito amasso.
Se me quiseres... terás que ser do meu jeito perverso e errado.
Aquela conversa estimulou seu apetite sexual...
Porém, quem vai devorar sou eu!
Ei garota? Acordastes sonhando com os nossos momentos...
Talvez sua namorada ande meio desligada!!
Pecado é satisfazer seus desejos um à um.
É tentar te morder com a boca um pouco fechada...
É lamber por instinto selvagem certas regiões.
Gosto de beber, sair e não me importo com fidelidade...
Se me queres como "escrava sexual", estou ao seu dispor!
Pode usar-me o quanto quiseres...
Mas por favor, não cobre juras e nem implore amor.
Sou assim, te quero do meu jeito...  E isso nunca mudará.
Entre no meu quarto e tranque a porta. Jogue a roupa no chão!
Me beije e deixe a mão decidir onde percorrer.
Aceite minha proposta indescente.
Irei explorar cada parte do seu corpo o fazendo arrepiar.
Como recompensa te levo ao delírio...
Arranco-te aqueles velhos gemidos que, ainda sinto ser tão meus!
Deixe-me desvendar as curvas dessa nova mulher.
Venha? Escondi o chantilly para adornar nossas horas de prazer.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lá vem ela



Lá vem ela com esse ar de donzela
Treinada para me provocar.
Nem finjo interesse.
O perigo é se encaixar!

Lá vem ela como um animal
Faminto em devorar sua presa.
Brinca de lançar palavras sujas no ar
Montadas para mentiras causar!

Lá vem ela. Calça apertada. Bota de couro.
Vestida para fetiches em mim atiçar.
Insiste em saber minha psicologia.
Mesmo sem nada à declarar.

Lá vem ela com esse jeito ousado e observador
Insistindo em me vigiar.
Lá vem ela, lá vem ela.
Me lançar um tiro certeiro com o olhar.

Lá vem ela fazendo um pedido:
Vem me abusar?

Experiente em seduzir-me
Ela sabe com a boca me manejar
E explodo feito bomba nuclear.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O troco!



 Ascende um cigarro, prepara uma dose, deixa-me sem palavras e me seduz.
Fico brava. A culpa é dela e realmente não acredito.
Admito: Não presto. Confesso: Não quero prestar! 
Isso promove vontades e desejos em nós.
Nada mais que isso?! Provavelmente não.
Porém, excito-me com essa ficção tão necessária.



Podem pensar, julgar, criticar, enfim, isso contribui pro nosso jogo.

Pois quanto mais eu perceber uma ação contrária do que almeijo
A vontade em  tê-lá, crescerá e certamente, darei o troco!
Ela tenta me calcular feito equação matemática!
Tenta me desvendar, teima em analisar-me, porém, nunca me arquivar!
Francamente, detesto isso. Ela sempre acerta e é horrível me conhecer.
Ela tira a minha paz e tem certeza de que eu adoro isso.
E eu, bem, eu deixo ela pensar e fazer o que quiser.
Pois somos livres e isso às vezes nos prende, mas é bom.

Esta é a forma mais excitante de dominar alguém:
Invadir o pensamento, dominar uma sensação...

Transformá-la em poema e ser a personagem principal.
E isso, ela faz bem. Muito bem!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Inerte


Não há mais segredos
A porta  fechou-se
A vibração pulsou até explodir
O tic tac que vinha do relógio quebrado
Fez-me perceber que o tempo havia se esgotado.
Calculei cada segundo que desperdiçei contigo
Analisando o passado, claramente enxerguei os erros
Nessa manhã, as respostas fizeram absoluto sentido
As más lembranças e os restos de amores passados
Se despediam vagarosamente dizendo adeus.


Libertei-me e busquei fôlego
Observei meu olhar diante do espelho
Por um longo tempo permaneci irredutível
Lembranças da sua possessividade traziam-me angústia
Hoje, não sinto nem dor.
Observei que o tempo necessário para te esquecer
Fez-me inerte e congelante
Não sentia-me viva e tão pouco quente
Porém, tudo o que eu havia me proibido de viver
Diante daqueles ponteiros se desfez!
Aquele simples relógio apagou-a da minha memória
Hoje, você esta na bagagem
Aquela história esta no passado
Pois aprendi à imaginar um mundo de ficção
Onde nada, é impossível para o tempo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tentação



Se eu revelasse o que escondo entre as paredes do coração
Eu teria que fazer-te um pedido no final do meu discurso.


Se eu deixasse transbordar em palavras o que sinto
Afogaria-te numa onda de vício e com  beijos sopraria-te vida.


Andastes por aí com o vento despenteando seu cabelo
E distribuindo sorrisos irônicos e sarcásticos.


Olhos verdes vibrantes. Jeito sexy. Palavras provocativas.
Reformulando você para mim, não há mistérios.


Pois sabe, de um jeito extravagante dizer bem o que quer
Eu, que sou um pouco tímida, me encanto com isso.
Entretanto, fico em silêncio, certa de que lhe corresponderia!


Quando exagerastes no álcool, sua fala rouca
Perturba minha abstinência.


Aquela ação sedutora de soltar a fumaça do cigarro
Fica tão irresistivel quando vem de você.
Quero morder seus lábios e roubar seu batom vermelho.
Quero brindar com o destilado mais forte a sua essência.
E depois sentirei seu perfume e provarei os seus amassos.


Matarei minha vontade saboreando-te com o paladar.
Venha?  É hora de cair em tentação!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Desculpe!



 O amor existe ou não existe? Eis a questão!
É perigoso expor minha opinião.
 O que penso gera polêmica e cria confusão.
 Não quero acabar com as esperanças ilusórias destes que amam
Ou esperam um grande amor acontecer.
O que defendo é que: Se esse tal "amor" existe
 Nós, errantes e mentirosos, entre tantos outros defeitos
Não sabemos amar!
 Aprendemos à andar, falar, à lêr, alguns pisam na lua, estudam o sol..
Outros pintam quadros, escrevem poemas, sabem pilotar e criar bombas nuclear.
 Porém, amar não cabe à nós. Somos péssimos nessa arte!
Amar é um nível espiritual tão elevado e delicado
Que exige tanto cuidado e leveza de alma
Que nossos erros diários e sucessivos, nos impede de exercer tal sentimento.
Desculpe .. Mas tenho que falar: Não sabemos amar!!
Podemos tentar e tentar, sem chances de alcançá-lo.
A prova disso, é sempre querermos quem não nos deseja
E não desejar quem nos ama!
Eu não me iludo. Prefiro me apaixonar do que me enganar com um falso amor.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Carência camuflada



No inverno, não preciso fugir do barulho. Ele traz o silêncio que incide na névoa.
Esse tempo frio possui um cheiro gelado. Um tom desafinado.
Que ecoa uma sensação profunda quase de abandono. Eu gosto!
Aquela fumaça cinzenta encobre alardes mentais e sossega a alma..
Tudo parece caminhar lentamente. A tranquilidade move a fé.
Nos póros enrijecidos: Carências camufladas e invisivéis aos olhos alheios.
Lágrimas, se escondem por trás dos agasalhos.
Porém, a alma fica mais leve. O járdim mais verde.
As sementes germinadas, enfim, florescem..  
As pessoas vestem-se elegantes. O pesar, torna-se vibrante.
Ainda ontem tudo era brasa. Hoje, apenas fumaça fria e cappuccino quente.
A gotícula que paira no gravetinho marron e frágil, congelou-se...
A cena roubou-me a atenção, desejei ser aquele graveto por um instante.
Seria bom não sentir nada? Nem falta de amor, nem saudade, nem culpa?
Ignorei tal pensamento. Já estava delirando com o vento frio. 
Ah! Como eu queria congelar esse amor que sentes por mim!
Sei como cruelmente me tornei um abismo.
Sinto o quanto seu grito sangra. Sua dor, também me corrompe.
Não ouço meu coração palpitar serenamente, como antes.
Agora, pertence à um ritmo desconcertante e compulsivo.
Imploro para que minha prece traga-lhe momentos de paz e glória.
São apenas preces, entretanto, julgo-as poderosas.
É o melhor que tenho em mim, para ofertar à ti.
E que o frio limpe e leve embora toda essa impureza sentimental.
E que ao nascer do sol, sejas feliz e completa nos braços de outra moça.
Afinal, convivo com esse frio no meu interior até quando se vive na primavera. 
Não desejo que o mesmo aconteça contigo. Deixei a frieza se instalar em meu peito.


E viver assim, sozinha e ao meu modo, cativou-me a alma.
Quem sabe, não sou uma dessas pessoas tristes esperando uma cura!