terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nossa loucura

   
Nossa loucura escorrega com facilidade e veste-se com um manto caprichoso, ecoando ser verdade tanto amor. Entretanto, trata-se de um sentimento lacônico. Urgentemente breve e insanamente meticuloso. Preocupamo-nos mais em não deixar esfriar a ficção da literatura que essa loucura exige para que sobreviva, do que um sentimento real, pois será que este existe? Acredito que não.  

    Nossa loucura não recusa prazer. Porém, o prazer, propriamente dito, por culpa da ambivalência nunca vivemos! E francamente, por saber a diferença entre sexo e amor, fazer sexo contigo não me interessa. Com você na minha cama eu quero fazer amor. Aquele amor que ultrapassa os limites do extravagante e uni-se com o climax do prazer absoluto e que, depois, ao trocarmos olhares com o espelho, rimos um riso timido para nós mesmos e quase não acreditamos no que acabara de acontecer.

    Nossa loucura é como a frase do Cazuza, "a gente inventa" e digo mais, reciclamos também, pois sinceramente ele já foi tantas coisas que nem me lembro mais! Já foi amor amigo. Amor amante. Amor eterno. Amor ardente. Amor traído, menos amor recíproco. Será que um dia viveremos, e se, será que conseguiremos ser melhores do que somos?

    Nossa loucura é inexplicável. Não é fácil de se entender, ela é o reflexo de nossas personalidades, tão irreverentes, quanto irregulares! Há tempos gosto do seu rock n' rool com certa relutância. E há tempos o que era pra ter acabado, vem lentamente evoluindo e é disso que  fujo todas as noites.

    Criei uma tradução bobinha referente à "nossa loucura"... Espero que ela seja como uma rosa, nem vermelha e nem amarela. Uma rosa branca! É pálida, porém, neutra. Linda, mas não perfeita, pois um simples vento, destrói todas as pétalas. E sobretudo, exigente! Tanta beleza, tem de haver minusciosos cuidados.

    Quero que sejamos como uma rosa branca, cercada de espinhos que nos fincam, mas que suportamos!  Que sente sede e quase morre se é esquecida, mas que se renova à cada gota de água. À cada manhã suave. E que exala um perfume durante à noite, atraindo seus admiradores.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Meu ninho


É o teu sexo que eu adoro e que eu provo todas as noites.
 É aquele cheiro umidecido que inspira minhas vontades.
São as roupas espalhadas pelos cômodos da casa que me excita.
À procura de posse urgente, me entrego à você que me cobre.
Que me sufoca, me aperta, me caça e me provoca febre.

Sua mão me incendeia e tua língua apaga o fogo.
É o jeito que você me pega e as indecências que você diz
Que me deixa maluca e com vontade de sempre mais.

Sinto que te quero, em verdade, preciso, anseio e espero.
Outrora, é teu corpo que clama por ser devorado. E eu como!
Faço de ti uma presa  frágil caindo em minhas garras.

Flutuamos em delírios nas ondas do prazer que nos morde...
Faço do meio de tuas pernas meu ninho, meu abrigo,minha caverna.
Onde atingimos loucamente o mais pleno orgasmo!

Vem? Sente! Toca! Toma!




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sorrisos em formas de feitiços


Arranhei superficialmente a pele daqueles à quem dei esmolas
Curvei-me para trás e dediquei dois segundos ou mais de desmazelo...
Esfoliei os órgãos até enxergar o sangue estagnando
Afastei-me de qualquer perigo ou ameaças.

Pronunciei meu discurso com voz alta em tom de superioridade
Os fracassados engoliram a derrota calados e envergonhados...
À cada cravada de espada era necessário mais um esquife
Estava eu no ponto mais alto da terra.

Acima da minha existência apenas sombras de tempestade se formando
Abaixo, vingativos e promíscuos, todos mortos...
Pobre de compaixão e rico em crueldade
Meu ego envaidecido cuspia sorrisos em formas de feitiços.

Por honra assinei com a ponta do punhal revestido de sangue
O último cadáver que bravamente tentou resistir ao último suspiro...
Tudo o que eu podia sentir era a hostilidade da guerra
E tripudiei dançando em cima dos corpos esmiuçados.

Que descansem em paz!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reposicione-se.


Estive com uns pensamentos filosóficos insistentemente em minha mente na tarde nublada e quente de hoje!
E num passe de mágica, descobri uma nova verdade sobre os seres humanos.
Nosso segredo espiritual talvez esteja no "reposicionamento" diante de nossas ações.

Quando erramos (independente da circunstância), isso é visto como uma falha comum e perdoável.
 Quando erramos e persistimos no mesmo erro, existe nossa escolha se confrontando entre o que é certo e errado.
Porém, quando erramos e nos posicionamos diferente é sinal de amadurecimento, mudança, crescimento! (é exatamente aí que a vida começa a fazer sentido).

Logo, o segredo em construírmos carácteres dignos esta no "repocisionamento" de cada um de nós diante de nossas falhas e principalmente das falhas dos outros para conosco.

Entretanto, nem todos agimos como deveríamos agir.
Pois existe alguém em nós que apreciamos e conservamos. (este é o lado bom).
E outro alguém que precisa ser domado e isso requer cuidado. (este é o lado ruim).
Essas duas personalidades vivem em constantes conflitos dentro de nós.

Ou seja, intimamente somos todos opostos à nós mesmos e devemos lutar contra isso.

Quando descobrimos novas verdades, somos forçados à mudar.
Essa é parte mais arriscada: A escolha de qual direção seguir. Quer uma dica?
Siga o lado do paz. O lado da alegria. O lado da felicidade.

Estamos acostumados viver à merce dos erros alheios misturado com os nossos diários.
Portanto, se não iremos oferecer oferta de aprimoramento é preciso que paremos de julgar.
Pois falhas por falhas, somos iguais. Erros por erros, somos iguais. Não julgue!

A vida é uma aventura, onde mergulhamos em profundezas obscuras para renascermos cheio de luz.
Uma escalada, onde sacrifícios são necessários para alcançar o topo da montanha e gritar lá do alto.

Mudar exige transgredir barreiras e superar derrotas sem jamais pestanejar.
Exige sabedoria em reconhecer nossos erros e mudá-los onde for possível.
Vencendo obstáculos, percebemos que a insegurança era apenas medo imaginário!

Repocisione-se diante dos seus atos e tente moldar uma nova vida.
Mais inspiradora, mais reverente, mais pura e mais serena.
Não se permita ser fraco e tão pouco se entregue aos obstáculos.
Plante o bem, que o bem colherá. Acredite nisso!

- Diga. Sinta. Veja. Ouça. Faça. -


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Colecionador


Possuo um vasto arquivo de colecionismo e gosto.
À quem diga que trata-se uma mania obsessiva de pessoas inseguras.
Pois bem.. coleciono várias coisas desde que me entendo por gente.

Coleciono caretas, feições e esboços, um tipinho básico de  prosopografia.
Coleciono remédios, frascos e sintomas, um caso extravagante de hipocondria.
Coleciono poemas, crônicas e ficções, faço montantes de livros empilhados.

Aprecio a natureza. Tenho hábito de escrever. Apaixonada pela leitura, detesto tv.
Admiro alguns poetas e pintores, alguns físicos e matemáticos.
Gosto de armazenar voz, olhares, ritmos e gestos na memória.

Coleciono cartas apaixonadas e amantes perigosas. Coleciono sentimentos confusos.
Coleciono pedrinhas, guardo-as em uma caixinha preta e de vez em quando lavo.
Coleciono porres ao longo da vida. Coleciono tombos. Coleciono sins e nãos.


Colecionem em todos os níveis, de todas as formas e maneiras.
Mas jamais se esqueçam da minha dica: Jamais colecionem amor.
O amor é para se viver!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entre



Entre o amor e o desejo:
Divisão!

Entre a razão e a emoção:
Indiferença!

Entre o beijo e a mordida:
O chupão!

Entre o sim e o não:
O talvez!

Entre a balada e o orgasmo:
A bebida!

Entre o amar e o gostar:
Paixão!

Entre o branco e o preto:
O arco - íris!

Entre o presente e o futuro:
O acaso cai bem!

Entre você e a felicidade:
Ilusão.






quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

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 Eu não quero mais ser feliz, nem triste, nem nada. No momento, eu até gosto da solidão e prefiro dormir enquanto lá fora tudo se resolva.  Me julgastes como: Patética, confusa, hipócrita e até disse-me que não sei perdoar! Pois bem, admito ser tudo verdade! E digo mais: Não tente, nunca, me apanhar pelo coração, pois este já esta batizado. Minha alma e meus pensamentos já pertencem à alguém. À quem sou tão vulnerável, que, embora tenho me doado aos encantos de outras, eu nunca saberei evitar, quando em minha porta nua ela se apresentar.

Portanto, não me condene se não conseguistes ir além do que ela representa. Não me odeie por eu não te amar. Não me julgue se não supro seus desejos, é que minhas vontades são destinadas à ela, somente à ela. Não densore meu nome me criando como verdadeiramente não sou, só por uma vingança fria e barata. Entenda e aceite que não posso ser o que queres que eu seja, pois não posso transferir um sentimento que é de outra pessoa para fazer um capricho seu. Não sou como esses falsos que dizem que amam, quando na verdade nem sentem nada e provavelmente nem sabem do que falam.

A vida já tentou me obrigar à fazer o que era correto, e no entanto, hoje em dia até mesmo a vida me deixou de lado, pois eu nunca faço o que é esperado. Sou o tipo de mulher que ninguém consegue mudar e à isso devo brindar... Pois é isso que me torna inatingivel para os que gostam de se arriscar, que sempre se arriscam e que eu adoro experimentar. Apenas experimentar!