quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Inserindo cores ...


Inserindo cores às sensações dessa noite qualquer
Misturo as palavras com a luz refletida no ambiente.

Desejos são reveladores como o vermelho pudor
Enxergo uma tela branca e pincelo um tom amarelo ouro.

A música espalha-se entre os vários pontos luminosos
O céu azul marinho inebria as confissões ditas sem pesar.

O óculos protege seus olhares que refletem sobre a tela
O poema floresce na complexidade de seus pensamentos.

O vento lança uma brisa à minha face
É seu perfume, que como um agregado se junta ao ar.

Crio uma parodia onde as palavras escolhidas
Traduzem vontades mediante tal encantamento.

Cinco passos .. mordo os lábios ..
A cor é roxo .. O sabor, vinho tinto.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Imenso e bravo


Depois do ar soprado aos pulmões
O mar imenso e bravo é o presente mais belo que há na terra.

Nesse instante, meu olhar visualiza uma cena ilusória...

Onde a enxergo jogando as peças de roupa na areia molhada
Que guarda desenhos de suas pegadas trilhando um caminho reto.

Correndo em direção do imenso azul à sua frente
Rasga a onda no peito e grita com o intuito de esclarecer uma felicidade.

Os raios de sol funde os poros da pele branca e levemente perfumada
Queimando a agonia armazenada que implorava para ser posta para fora.

Quem dera eu ser os sais minerais que a embalam nessa onda...

Em realidade, a "opção" dela serve como escudo contra a minha vontade
Em pensamento, elevo-a direto a minha imaginação (onde tudo pode).

 Lá brindamos com vinho do porto e disfarço uma conversa agradável
Criando centenas de possibilidades de um beijo, ou dois ou mais.

Penetro no ápice de uma construção inventiva e escrevo:
... No bico amarronzado daquele seio farto
Plantarei com a ponta da língua um desejo
E o regarei com a saliva ...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Solidão


Que venha o apreço por experimentar uma solidão mais gentil e mais educada
Já não quero mais essa que se instalou em meu peito e aparece todo fim de tarde.

Que venha encarar-me durante a monótona madrugada pondo-me desprotegida
Diante das tentativas falhas de apequenar essa lembrança triste.

Que venha impia provocar a composição de versos desprovidos de fé
Tornando-me escrava lânguida do ébrio.

Que venha provocar-me alucinações e vertigens em pleno mês de julho
Aduzindo vícios que vorazmente dominam os vazios impetuosos deste juízo.

Que venha no vapor atmosférico a neblina formando gotinhas minúsculas
Que osculam nas folhas do jacinto e do jasmim, entre outras plantas...
Exalando uma essência perfumada que atiça alguns insetos.

Que venha como encanto esse perfume, invadir meus pulmões e sufocar
Minha memória onde guardo as cenas preciosas de quando deitavamos na grama
Para apreciar a lua e conversar bobeira ... Lua, que hoje deprecia minha decadência.

Que venha o derradeiro movimento súbito e me faça sua vítima fatal
Que venha esse aroma e se alastre entre minhas pleuras.

Que venha causando a destruição e a ruína.
Como um veneno interrompendo em proporções lentas
Essa minha vida entusiasmadamente degradante ...

Que venha! Que venha!

terça-feira, 5 de julho de 2011

#


Tridimensionalmente a fumaça se espalha exalando um aroma de romã e pitanga suave. A ducha quente aquece os poros e deixa o espelho embaçado. O reflexo revela um rosto moderado pelas marcas do passado.

Uma brisa inofensiva voa silenciosamente sobre a imagem ofuscada e o
vento crava um emaranhado de "se".

- E se eu tivesse ido lá?
- E se eu dissesse sim?
- E se eu prevesse o que estava porvir, teria sido diferente?
"... E se? E se? ..."

Três pedidos primorosos e inalcançáveis:
- Hospedar aquele dossiê amoroso.
- Interferir na cilada amaldiçoada.
- Reinventar uma vida.

Sofrimento infindável ... causou-me lesões inflexíveis.
Razão diz: superar a perda e vencer os dias.
Experiência diz: realidade inaceitável.

Esse fim nunca fez parte de nossos planos.
Por esse motivo, desconheço qualquer truque para me refazer sem você.
Tenho tantas confidências à fazer... tantas... tantas...
E permaneço sem ação e em sigilo isolado.

 

Como manter a sanidade estável se você era minha religião?
(é como um segredo que cospe culpa em minha mente e escarra ácido no coração)
Desconfio que encontrar a resposta seria como "por sorte" desvendar
a sequência perfeita de giros para abrir o cofre.

Como manter a sanidade estável se você era minha religião?








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(após seis anos).




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desafio ou desafino?


Ao leste, um céu laranja e assustadoramente esplêndido, é flagrado pelas púpilas daquela jovem impossível de ser domada. Ao sul, um céu violeta calmamente genial, é observado pelas retinas de uma adepta da subestimação.

- (um . quatro . três) números que carregam a distância regados à neblina fria e congelante.
... que separam o indomável do subestimado.
Deve haver sentido nisso? Não! Eloquência é mais adequado.


Na falta de domínio perante os meus pensamentos, deixei-os parir uma atração e atentei contra o pudor. Deixando fluir essa atração em breve apreço, infringi mais uma regra. Quando senti através de sonho tua proximidade, estuprei minha razão e violei o estatuto.


Parodiando a Polissemia, dê-me sua sentença:
Mereço qual pena? Ou apenas pena?!
Pobre de mim. (humilhada serei).


Ela diz: tu és irritantemente culta!
Eu aspiro poder dizer: possuo um sentimento prematuro e proibido.
Se irá entrar em vigor? Não. Não irá!
Se existe verdade? Sim. Sim há!

 
Subestimo e menosprezo esse sentimento precoce, pois não enxergo chances de vigorar.
Entretanto, faço é sublimar e em seguida, camuflá-lo (para num futuro desfrutar).
Meu pedido era tornar esse ato de intimidar apenas em superstição.
Porém, não sinto ser ficção essas vontades que brotam na raiz do pensamento.

Minha dúvida consite em exterminar o desafio ou apelar para o desafino!
Pois se desafio e perco, logo, desafino...
E se desafino desde o início, perco o desafio...

Eis que levanto a espada e direciono meu grito para o ar (que venta bravamente):
- hei? silfos? onde estão? silfos? apareçam?
Um de cor nobre, alegre e excêntrico, com asinhas que batiam mil vezes por minuto
(talvez o responsável por ter modelado as nuvens laranja e violeta) diz:

- Faça-me um único pedido minha poetisa?
E peço:
- Trans for me ela em po e sia do má vel!
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Neste exato instante, desajaria ser praticante assíduo do pragmatismo!

domingo, 3 de julho de 2011

Referente à atração.


Delineando possíveis invenções que atravessam minha mente com a intenção de transpor ideologias por meio da caligrafia, arrisco-me à teorizar a seguinte arte: Expor pensamentos íntimos referente à atração.

Ressaltando que: "Opostos não se atraem", como pensam a grande maioria. Afinal, atrair significa prender em si aquele estímulo que se atreveu à criar divertimento e entusiasmo, causando significante impacto, portanto, o que é contrário à nós, costuma ser visto como indiferente!

A atração pode nascer em decorrência do ato de intimar, uma notificação própria do que nos roubam a atenção, de modo que façamos esforços para que nossas curiosidades sejam compreendidas à partir de análises feitas, que após vividas iremos confirmar se a atração será passageira ou controlada (óbvio que essa ação pode durar minusciosos minutos, preciosos momentos, longos dias ou excitantes anos). O  interesse mútuo em fazer a atração tornar-se real, dependerá  exclusivamente da sua intensidade.

Introduzindo-a para a loucura do amor e para o delíro da paixão, a atração estímula o desejo, este que por sua vez é imprescindível para o seu próprio sustento, pois é responsável pelo apetite sexual, pelo prazer na convivência e pela aspiração de possuir o objeto de adoração.

Por fim, quebro uma crença supersticiosa de dizer que me apaixono, pois a paixão se tornou um sentimento tão banal quanto a ilusão do amor, que prefiro cultivar a raiz do que é verdadeiro sem contaminações do impuro, portanto, dizer que me apaixono esta extinto no meu vocabulário, pois sinceramente:

- Eu me atraio! 
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Observação: busquei a raiz do sentimento gostar' apaixonar' e amar', tudo é questão de se sentir atraído!
O que eu quero para mim? Simples:
Eu quero uma atração evoluída!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Intuição



Dedilhando esse teclado preto e provavelmente hábitat de bactérias imundas, observo a parede branca, construída à minha frente e concluo que ela tem parentesco com o meu silêncio silábico e introspectivo, que supervisionará meu consciente nos próximos 40 minutos.

Além de uma afronta casual e costumeira, deve haver uma explicação lógica para essas atitudes ilícitas recheadas de vontades palpáveis de sanar curiosidades internas, para assim, cavucar a realidade e criar uma artilharia! Deve haver, porém, desconheço!

O mundo todo é provido de individualismo. Ocasião, que, tornam as pessoas plácidas ou energicas e desconfio que em todas existe, pelo menos, um terço de intuição. Em alguns casos, raramente aguçada. Na maioria, normalmente falha.

Entretanto, não estou interessada em compreender o mundo todo, suas complexidades e afins. Quero mesmo é saber à qual mundo você pertence... De repente, para fugir da obrigação de me entender todos os dias ou por pura retribuição à sua teoria tola e falida!

Retornando para a finalidade deste texto, que é compreender o que é essa tal intuição e parodiando com o dicionário = discernimento à primeira vista, percepção clara e pronta sem a necessidade de intervenção do raciocínio. Portanto, se eu fosse criar um artigo científico para definir "intuição", seria este: São impulsos involuntários nos alertando sinais com a proposta de prestarmos atenção em determinadas situações.

Encarnando a filósofa irônica, acrescento "alguém específico" como experiência sondável e examinada meticulosamente, na seguinte tese: Se há alguém com o desenvolvimento de intuição acima da média, carrega teu nome famoso. Afinal, como tens um tiro certeiro! 

Como desfecho, insisto em escrever que é necessário peneirar nossos pensamentos se quisermos tencionar idéias sobre algo ou alguém, ressaltando que o método mais óbvio de se chegar à lógica é perguntando para o autor que a produz.