segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Velho amor




 Ego destruído pelas mentiras e fraquezas de um velho amor.
Alma exposta ao sofrimento sem direito à rancor.
O prazer caminhava ao lado da satisfação, eis que veio a realidade massacrante.
Usurpou a alegria e sorrisos levando embora a idéia de paraíso.
A abstinência e o tédio se revezavam durante o dia.
Dilacerante, a dor da perda condenou-me à tais emoções.
Sem escrúpulos destruistes o "nosso" presente e futuro sem pedir perdão.
Fez-me acreditar em seus olhares de admiração e nas frases bem elaboradas.
Sua inconstância azarou-me e sua sutileza virou desamor.
Para ti, fui a tradução da palavra exclusividade.
Perante à desilusão que causastes, entrelaçei arames farpados no coração.
Na forma musical: Fiquei fechada pra visitação!
Vesti-me com armadura impedindo qualquer aproximação.
Inventei alguns poemas e tirei algumas notas tristes do violão.
Passo à passo .. Dia à dia .. Fui me curando do amargo da solidão.
E consegui entender o porque de acharem o "tempo", o senhor da razão.
À cada manhã de sol, deixava aqueles raios penetrarem meus pulmões.
Bem estar! Alto astral! Aos poucos a felicidade adentrava em minha vida.
Criei asas e voei na minha imensidão inventada.
Senti-me, finalmente, pronta para deixar-te.
Quando os planos de um futuro são conjugados no plural...
Se adaptar ao somente "eu" é embaraçoso e imprevísivel.
Mas sempre funciona e no final eu escapei!
Sei que jamais sentirás na pele como é ver o meu amor por você...
Pois pulou de uma paixão para outra sem o menor pudor.
Preencheu o seu vazio com outro amor.
Não me verás indo embora e isso te causando imensa dor.
Assim como a lua transgride suas fases, o coração repete o mesmo processo.
Ele se afoga à cada desespero e se renova à cada paixão.
Eis que, surge essa espectativa que me faz enxergar quão desajustada era você.
Esperanças de olhos firmes e palavras que ecoam como experiência.
Um verde lindo, vivo e vibrante brota do concreto sujo de uma parede qualquer. 
E eu que era só tua.. Hoje me completo nos braços de outra.
Essa paixão surgiu ao acaso, invadiu, procurou e achou espaço.
Foi uma bela surpresa de Deus, nem mesmo eu esperava.
E tem coisa melhor que acordar com suco de laranja, rosas e torradas?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sabores sexuais



O refrão aguçou-me sentidos infames
"Sexo é escolha. Amor é sorte"
Sexo é preferência? Opção? Gosto?
Selvagem .. masoquista .. tântrico ..
Promíscuo.. Carinhoso.. Casual..
Já provou o néctar da libido?
Já degustou o orgasmo?
Seguindo o refrão e a minha escolha
Prefiro alguma bebida e sexo com paixão
Unir o delírio do prazer ao efeito etílico.
Cerveja não combina com sexo
Ela é gelada, fria e tem uma cor amarelada!
Uísque é forte e faria perder os sentidos rapidamente!
Gin, logo que sai do alambique é inapto para o consumo!
Vódka.. limão.. maracujá.. Combinação exótica..
Porém, simples e não causa estímulos ordinários!
Champagne é gostoso, entretanto, muito espumante!
Sexo com absinto seria interessante e ardente
Além do sabor aromático ser forte e o odor poderoso.
Amarula.. creme de caramelo.. Licor doce.. 
Martinis? Drinks? Bebidas viciantes?
Meu paladar sexual seria os bons vermutes.
São de preparo minucioso e longo.
...Indolor e indomável...
Afinal, sexo começa no olhar e termina no sabor.
Qual será o gosto do sexo cobiçado por ti?


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Truques particulares


Sento-me em um dos divãs. Peço um martini rose. As luzes se apagam.
A fumaça embaça minha vista. Cena de striper. Música excitante.
Movimentos ensaiados e sedução. Desejos infames roubam-me a atenção.
Olhar fatal com lápis azul e preto. Lábios provocantes.
Será brilho de menta? Uva? Chocolate?
Corpo moldado para o pecado e sem bronzeado.
Pele branca e macia exalando perfume cítrico.
Mãos inquietas e nas unhas,esmalte vermelho.
Costas e coxas à amostra com algumas tatuagens.
Pernas,cinta liga roxa e salto alto. Ah... Esses movimentos me instigam...
Lá de cima, sutilmente me encara. Abre as pernas se insinuando e passa a língua nos lábios.
Se masturba com um pirulito e faz algumas sacanagens. Mais um martini, duplo!
A garota sai de cena vestida um sobretudo. Quando passa por mim, pede para eu segui-lá.
Caminho em direção à ela que me tranca em um quarto aromatizado.
De costas,ela se deita na cama. Eu digo: Prefiro que seja em outro lugar.
Ela responde calçando a sandália: É mais caro. Não me importo. À espero no carro.
Ela fala alto. Peço pra que ela fique quieta e não fale nada.
Algumas horas depois, abusando do morango e chantilly, arranca minha roupa, em seguida,a dela.
Pressiona as coxas na minha perna. Seguro na cintura.. Apalpo-lhe as curvaturas..
Beijo o pescoço, falo-lhe ao ouvido..Chupo seus seios.. Jogo ela pra baixo...
Clítóris, língua.. ela diz: 69! Pedido perfeito! Vamos fazer amor ou sexo?
Perguntei: Qual é a diferença? Esta no toque. Me pegue como se me amasse.
Se me fizer gozar de verdade,eu não cobro nada!
A vontade dela, a fazia uma presa frágil e muito,muito, muito gostosa...
Ela mandando, esbravejou: Tente me fazer gozar logo!
Nesse instante fiquei quieta pois minha boca estava ocupada.
Eu tenho minhas habilidades e alguns truques particulares...
E não vou revelar "como" fiz.. Direi apenas que a posição delirante contribuiu.
Usei um pirulito de tuti-fruti .. Ela estava uma delícia e enlouquecida disse:
Isso! Isso! Vai! Isso! Não para! Um pouquinho mais rápido!
Éééé.. aaaa.. Isso.. iiiiisso! Aaaahhh
Adorei o som da voz dela me chamando pelo sobrenome
Ela gemeu sem ser escandalosa e me abraçando disse com uma voz rouca:
Daqui 15 minutos,quero de novo. Depois você me leva pra casa.

(detalhe importantíssimo: o pior).

sábado, 31 de julho de 2010

Ah! o amor.



Eu, que nada sou. Nem mesmo uma poetisa vagabunda!
Nada tenho. Nem mesmo um fiapo de experiência de vida!
Confesso que escrevo tentando fielmente entendê-lo.

Penso que quando as pessoas se amam, costumam fazer planos.
Entretanto, no final tudo vira ao avesso e muda!
Quando penso em uma resposta coerente
Quase nunca me convenço e entro em um paradoxo particular.

Ele me põe à frente daquilo que tento fugir, escapar!
Enlouqueço aos poucos e me vicio ainda mais nesse mistério.
Ele tenta me lançar à beira da loucura.
Antes, bato na porta da insanidade e pulo!


Amar é só para aqueles que tem alma de apaixonado.
Que tolera esse mal necessário.
Verdade seja dita: amor é lindo, amar é complicado!

Tento evitar e finjo que não quero, reluto, pois há medo ao se entregar.
Mas sinto que ele és minha única cura, porém, continuo à me questionar.
E procuro respostas ou alguém que me convença de que esse sentimento existe
E acontece mais que uma vez, assim, podendo me explicar porque sinto
Que você é a essência da minha vida.

Mergulho e me perco em suas medidas mais profundas e particulares.
E mesmo me causando dúvidas e incertezas quando o julgo
Admito que nada mais me fascina tanto, quanto ele: o amor! Ah, o amor!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

De repente


 

No bambu corações traçados.
Nomes dificéis de identificar.
À beira do lago pedrinhas brilhantes.
Ventos testemunharam juras de amor.
Rostos no reflexo do riacho.
Gravaram um instante apaixonado.
A tardezinha chegou mansa e trouxe o frio levinho.
O braço manhoso abraçou-me.
E de repente, vi as horas se transformar em lembranças.
E de repente, o clarão do sol deu espaço ao mistério da lua.
E de repente, em mim, tudo transbordou.
E de repente fui domada pelo amor que me tocou.
Acordei com o suave barulho daquela  folha caindo em meio as outras.
Daquela folhinha marron desbotada em formato de coração.
E dediquei aquela magnífica obra de arte da natureza.
Para ti, que és meu eterno amor e serena divindade.

Quando estiver


Quando estiver lendo esse poema, estarei longe desse ar seco, dessa terra íngreme e do seu olhar fraco, querendo abrigo.

Estarei lidando com a falta que você fará e tomarei cálices de vinhos ao som de música tocada no violino. Imagens invadirá minha paz e me remeterá àquele amargo dia.
Na mochila, além de roupas molhadas e sapatos sujos, terá uma foto sua.. Talvez se pergunte: Onde esta meu amor? 
 Quando estiver lendo esse poema, sentirás meu pesar sobre todos os seus erros e verás que mesmo camuflada, a verdade existe dentro de ti e que, sua omissão foi pior que a própria mentira.
Quando suas lágrimas estiverem caindo sobre esse papel velho e queimado, estarei longe e me livrando das suas últimas frases ditas antes de partir.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Poeminha besta



Admirou a geogarfia de cada folha caída morta na calçada e com o cabelo solto ao vento, seguiu desprevenida. Cantarolava com assovios uma musiquinha qualquer apaixonada. Encontrou belas rosas no caminho e guardou uma no bolso.

Roupas coloridas e esmalte vermelho não fazem parte do seu estilo. Ela prefere um preto básico que orne com seu óculos culto. Ela flui com as cores do arco íris e ama algodão doce violeta.

Adora pintar na parede do seu quarto e gosta da madrugada. Coleciona pedrinhas e palavras. Coleciona beijos e apaixonadas.

Brinca de beijar o céu e abraçar a lua e detesta tempestade.
Vive de paixões curtas, teatro, livros e lugares vazios.

Vive de melhores filmes em cartaz e não respira sem amizade. Desabafa surtos, pensamentos e sentimentos em um blog de fundo preto.

Desabafa dores no braço do violão, mas isso ninguém sabe.

Um antigo amor vive no seu futuro sem corpo presente. Esse amor é amigo. Intenso. Estranho. Preciso. Medroso. Queremos beijos e afagos. Queremos dividir o sofá apertado. Queremos quereres sem fim e "eu te amo" no plural.